Brasília (DF)
Especialista em crimes eletrônicos e segurança na internet, Marcelo Lau afirmou ontem que é possível rastrear os responsáveis pela invasão nas páginas da presidência da república, de ministérios, da Receita Federal e do IBGE. Considerado uma das autoridades brasileiras no assunto, Lau garantiu ainda que a Polícia Federal (PF) tem instrumentos para identificar os hackers mesmo se eles estiverem no exterior e usando vários computadores.
“Se estiverem fora do país será um caminho mais longo, mas não existe anonimato absoluto. As máquinas fazem os registros”, acrescentou. O grupo considera os ataques um protesto nacionalista: “Entendam tais ataques como forma de protesto de um grupo nacionalista que deseja fazer do Brasil um país melhor. Tenha orgulho de ser brasileiro, ame o seu país, só assim poderemos crescer e evoluir”, diz a mensagem.
Após as invasões de sábado à noite, hackers da LulzSec Brasil divulgaram ontem uma série de documentos que eles teriam conseguido vazar de órgãos públicos. Os arquivos são do Supremo Tribunal Federal (STJ), do IBGE e do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF-RS).
Guiado pela ideologia de livre-disseminação de informações sigilosas, o grupo divulgou ações referentes a pedidos de aberturas de arquivo do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi) e a quebra de sigilo dos militares envolvidos na Guerrilha do Araguaia.

